quinta-feira, 21 de maio de 2009

Graças ao tempo!

Hoje faz 7 anos que minha avó Catarina faleceu. Sete anos e eu me lembro de cada detalhe como se tivesse acontecido ontem. Lembro-me, principalmente, de ter pensado, em algum momento, que aquele sofrimento jamais acabaria. Hoje eu ainda não diria que ele acabou mas, sim, que se transformou em outro tipo de sentimento, menos doído e mais conformado.

Esse é o tipo de coisa que só o tempo mesmo é capaz de promover. Transformar uma dor intensa em uma saudade branda, converter um sofrimento inconformado em uma aceitação resignada. Ainda bem que temos esse recurso! Acho que não há sentimento que não possa ser transformado ou atenuado pelo passar das horas, dias, meses, anos... Entretanto, o inverso também é possível. Há sentimentos que podem se tornar mais intensos e mais duradouros, trazendo, a tira colo, mais sofrimento.

Eu prefiro não pensar nessa segunda possibilidade. Prefiro viver na expectativa de que tudo de ruim que vivemos hoje se converterá em algo mais simples amanhã, e que só nos restarão as boas lembranças, da mesma forma como aconteceu com minha avó, que nos deixou, de fato, uma doce saudade e cujos defeitos foram sendo esquecidos à medida que o tempo foi passando.

O tempo também serve para glorificar nossas memórias!

Nenhum comentário: