domingo, 30 de novembro de 2008

"...nem toda tristeza é raiz de infelicidade... algumas são regadores para a felicidade..."

O título desse post é uma frase de um amigo, e foi o ponto de partida para minha redação nesta noite de domingo. Não tem nada a ver com ócio, mas tem a ver com o texto anterior - ou melhor, com o rumo que ele tomou.

O texto fala da felicidade que tinhamos e que, de certa forma, sem saber, deixamos de lado em função de nossas escolhas -certas, erradas ou ainda incógnitas! Disso, decorre certa tristeza e, se a tristeza representa um momento de crise, palavra grega que significa crescimento, então realmente ela pode ser um recurso que nos leve de volta à felicidade. Mas como? Não sei. Acredito que a vontade de superar a tristeza pode ser um fator de motivação para se encontrar uma (nova) forma de ser feliz.

A tristeza induz à reflexão, e só assim é possível identificar erros e acertos, coisas que queremos e que não queremos! O que eu seria capaz de fazer? Do que eu seria capaz de abdicar? Quais são os meus valores? O que é que tem importância para minha vida? Essas respostas, meu caro leitor, só vêm quando você sente que a felicidade entrou em sinal de alerta e anda precisando de uma recarga urgente para voltar a funcionar!

É claro que isso não acontece de forma automática, nem todos tem a capacidade de refletir e procurar uma saída. Para alguns, a tristeza é como uma areia movediça, fundamentada na queixa e na lamentação. Leva cada vez mais para baixo. Do contrário, se fôssemos todos lúcidos e conscientes, o mundo seria perfeito! Cada vez que nos sentíssemos tristes, refletiríamos e conseguiríamos encontrar uma forma de retomar o estado antigo de felicidade. Cá entre nós, assim não teria graça.

Enfim, esse tema é delicado demais e, à meia-noite de domingo, após um fim-de-semana de muito sol e pouco sono, torna-se uma tarefa quase difícil elocubrar ainda mais a respeito. Vou guardar meus devaneios para outra hora, quando me sobrar mais energia e a mente estiver menos... menos... Ah! Quando não estiver como está agora!

Por enquanto, finalizo com trechos de uma música que reforça a frase do meu amigo, principalmente porque ele não a conhece e, mesmo assim, disse (quase) a mesma coisa:

"...Eu sei e você sabe
Que a distância não existe,
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
...
Assim como o oceano
Só é belo com o luar;
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar;
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover;
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer;
Assim como viver
Sem ter amor, não é viver..."

Boa noite e ótima semana de ócio a todos que acompanham esta humilde publicação!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Aqui me tens de regresso.

Andei sumida. Relapsa. Sem tempo. Enfim, andei ocupada! Mas como tudo que é bom dura pouco, minha vida agitada acabou, meu ócio voltou e meu tempo agora não anda - se arrasta.

Voltei a passar meu dia inteiro esperando algum e-mail novo chegar, pesquisando preços pela internet, inventando coisas bobas e redigindo meus textos. É claro, voltei a refletir também, principalmente sobre essa minha terrível falta do que fazer!

Esse retorno ao ócio, confesso, é um pouco depressivo. Fico pensando em tudo que não me faz bem porque, como diz o ditado, cabeça vazia é oficina de satanás. Me dá um certo desespero e minha vontade é largar tudo e correr para Salvador, onde eu acho que posso dar um "play" na minha vida (quando estou no Rio sinto que aperto o botão do "pause"!). Faço alguns cálculos para ver como viveria sem salário e, rapidamente, esqueço essa idéia de jogar tudo pro alto.

Começo, a partir daí, a ver como a gente se vende em troca de dinheiro. É quase uma prostituição. A gente deixa de viver perto de quem a gente ama, deixa várias coisas para trás, se arrisca, tudo em nome do dinheiro, da posição social, da realização do desejo de viajar, comprar um apartamento bom, um carro bacana. Será que vale a pena? Não era melhor viver humildemente, naquela vida agitada da agência bancária, sem tempo para ir ao banheiro, ganhando pouco? Minhas noites eram felizes, no fim de semana eu sempre tinha agenda cheia, amigos, namorado...

Realmente, o dinheiro não traz felicidade. O dinheiro permite que a gente tenha as coisas que são menos importantes em nossa vida. Porque o essencial não é visível aos olhos, não está ao alcance das mãos, não se coloca numa caixa nem se guarda para presente.

Mas o tempo não volta atrás e nossas escolhas estão aí para serem assumidas! Não temos como consertar, vamos adiante e tentemos o melhor! Olhemos para a frente! Cabeça erguida, fé em Deus e fé na vida!