E fim de ano ocioso, é melhor ainda! Dá tempo de pensar nos presentes, fazer planilhas de gastos para o ano seguinte, projeção de receitas e despesas, dá até pra pensar nos presentes criativos que ainda faltam ser planejados!
Acho que eu gastei mais dinheiro esse ano por isso. Na falta do que fazer, inventei vários presentes legais para todo mundo e, por não ter nada que me ocupasse o tempo, me ocupei em colocar todas as minhas idéias em prática! Eu queria ter um parente ocioso que fosse tão criativo quanto eu! Com certeza iria me dar bem nesse Natal.
Outro bom uso da criatividade se faz com as mensagens de Boas Festas. Ainda se diz "Boas Festas"? Nem sei! Mas eu já elaborei tantas mensagens que poderia até ganhar dinheiro com isso. Para pais, amigos, familiares, um amor não correspondido, uma pessoa do seu passado... Todo mundo tem sua mensagem de Ano Novo específica.
Se estiver sem tempo, pode me encomendar a sua mensagem ou sua idéia de presente. Aproveita que esse ano eu estou apenas distribuindo amostras grátis. O tempo livre também é bom para fazer planos e um dos meus planos para 2009 é enriquecer.
Criatividade em 2009? Só mediante pagamento!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
Caindo e levantando!
Alguém me disse para contabilizar minhas conquistas no Rio de Janeiro, enquanto não volto para a Bahia.
Não consigo fazer isso por causa da sabotagem do meu ego, mas hoje eu posso dizer que consegui realizar um sonho de anos: APRENDI A ANDAR DE BICICLETA! Por que essa cara? Eu fui uma criança medrosa, bobinha, tinha medo de morrer! Hehehehe! Era dramática também!
Depois, na adolescência, entrei na fase dos "micos"! Tudo era um mico e eu não tinha coragem de me expôr no meio da rua, podendo cair. Pior do que isso, deixar que as pessoas soubessem que eu, do alto dos meus 17 ou 18 anos, não sabia fazer uma coisa tão comum!
Mas a maturidade tem suas vantagens, né? Hoje eu tenho segurança suficiente para dar minha cara a tapa, cair no gramado do Aterro do Flamengo e ficar lá, sentada na grama, me acabando de rir da queda! E tenho energia e coragem para levantar de novo, e começar mais uma vez, até conseguir fazer direitinho!
O que isso tem a ver com o ócio? Nada, né? Aparentemente não, mas eu acho que se eu consigo superar esse tipo de dificuldade, de me equilibrar, cair e levantar, acho que consigo também superar essa fase de desmotivação e, com certeza, me reerguer e seguir adiante!
"Devagar e sempre"... Talvez isso seja mesmo possível!
Não consigo fazer isso por causa da sabotagem do meu ego, mas hoje eu posso dizer que consegui realizar um sonho de anos: APRENDI A ANDAR DE BICICLETA! Por que essa cara? Eu fui uma criança medrosa, bobinha, tinha medo de morrer! Hehehehe! Era dramática também!
Depois, na adolescência, entrei na fase dos "micos"! Tudo era um mico e eu não tinha coragem de me expôr no meio da rua, podendo cair. Pior do que isso, deixar que as pessoas soubessem que eu, do alto dos meus 17 ou 18 anos, não sabia fazer uma coisa tão comum!
Mas a maturidade tem suas vantagens, né? Hoje eu tenho segurança suficiente para dar minha cara a tapa, cair no gramado do Aterro do Flamengo e ficar lá, sentada na grama, me acabando de rir da queda! E tenho energia e coragem para levantar de novo, e começar mais uma vez, até conseguir fazer direitinho!
O que isso tem a ver com o ócio? Nada, né? Aparentemente não, mas eu acho que se eu consigo superar esse tipo de dificuldade, de me equilibrar, cair e levantar, acho que consigo também superar essa fase de desmotivação e, com certeza, me reerguer e seguir adiante!
"Devagar e sempre"... Talvez isso seja mesmo possível!
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Indicadores
Ando tão desocupada ultimamente, que agora escrevo para dois blogs. Tenho tópicos relacionados por mais umas duas semanas.
Além disso, claro, aumentou a quantidade de besteiras que se passam pela minha cabeça. O gráfico, agora, aponta o crescimento vertiginoso das bobagens alucinantes que eu consigo administrar de uma só vez.
O pessimismo também aumentou. Anda na casa dos 90%. Até li "O Segredo" e compreendi que esse tipo de comportamento é contraproducente, mas não consigo reverter a situação para um quadro de otimismo.
Por fim, com a proximidade das festas natalinas, creio que tudo tende a piorar (reflexo do pessimismo misturado à experiência dos últimos anos). Mas estou em busca de soluções alopatas que me ajudem a ultrapassar esse período com os nervos intactos.
Além disso, claro, aumentou a quantidade de besteiras que se passam pela minha cabeça. O gráfico, agora, aponta o crescimento vertiginoso das bobagens alucinantes que eu consigo administrar de uma só vez.
O pessimismo também aumentou. Anda na casa dos 90%. Até li "O Segredo" e compreendi que esse tipo de comportamento é contraproducente, mas não consigo reverter a situação para um quadro de otimismo.
Por fim, com a proximidade das festas natalinas, creio que tudo tende a piorar (reflexo do pessimismo misturado à experiência dos últimos anos). Mas estou em busca de soluções alopatas que me ajudem a ultrapassar esse período com os nervos intactos.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
1 Ano depois...
Hoje faz 01 ano que saí de casa, achando que viria passar apenas 04 meses no Rio de Janeiro. Sem saber, fui obrigada a ficar aqui. Achei, por um momento, que poderia ser bom. Realmente, não é uma maldição, mas eu prefiro a minha terra natal, mesmo com todas as suas carências culturais e infra-estruturais.
No Rio me falta amor, me falta dengo, me falta colo. No Rio, a única coisa que me sobra é tempo, principalmente durante a semana, quando estou no trabalho (ontem não fiz nada, hoje só uma reunião). No Rio reina o ócio, reina a solidão, reina a saudade. Enfim, há 01 ano que eu sonho com o dia de voltar para a minha casa. Há 08 meses que isso virou obcessão.
Mas não posso ser injusta... Cresci muito, amadureci, acertei, errei e aprendi com meus erros. Estar só é um brilhante e incomparável exercício de auto-conhecimento. Passei a me conhecer um pouco melhor e a saber, por exemplo, que eu nunca tenho certeza de nada e, quando me imponho uma decisão rápida, eu decido errado. Vivi experiências incríveis, fiz grandes amigos (alguns são para sempre) e tento tirar proveito de tudo para esquecer a minha loucura de ir embora daqui!
Sei que muitas outras pessoas estão atravessando essa mesma situação, em igual, maior ou menor intensidade. Esse foi apenas o 1º ano do resto de nossas vidas. Se fizemos a escolha certa ao vir para cá, só saberemos depois de muito tempo! Por enquanto, a ordem é segurar a prancha e navegar nessa onda. Independente de onde ela vai nos levar, o que importa é que cheguemos lá inteiros, melhores do que já somos hoje e, mais ainda, do que éramos há 01 ano atrás!
No Rio me falta amor, me falta dengo, me falta colo. No Rio, a única coisa que me sobra é tempo, principalmente durante a semana, quando estou no trabalho (ontem não fiz nada, hoje só uma reunião). No Rio reina o ócio, reina a solidão, reina a saudade. Enfim, há 01 ano que eu sonho com o dia de voltar para a minha casa. Há 08 meses que isso virou obcessão.
Mas não posso ser injusta... Cresci muito, amadureci, acertei, errei e aprendi com meus erros. Estar só é um brilhante e incomparável exercício de auto-conhecimento. Passei a me conhecer um pouco melhor e a saber, por exemplo, que eu nunca tenho certeza de nada e, quando me imponho uma decisão rápida, eu decido errado. Vivi experiências incríveis, fiz grandes amigos (alguns são para sempre) e tento tirar proveito de tudo para esquecer a minha loucura de ir embora daqui!
Sei que muitas outras pessoas estão atravessando essa mesma situação, em igual, maior ou menor intensidade. Esse foi apenas o 1º ano do resto de nossas vidas. Se fizemos a escolha certa ao vir para cá, só saberemos depois de muito tempo! Por enquanto, a ordem é segurar a prancha e navegar nessa onda. Independente de onde ela vai nos levar, o que importa é que cheguemos lá inteiros, melhores do que já somos hoje e, mais ainda, do que éramos há 01 ano atrás!
domingo, 30 de novembro de 2008
"...nem toda tristeza é raiz de infelicidade... algumas são regadores para a felicidade..."
O título desse post é uma frase de um amigo, e foi o ponto de partida para minha redação nesta noite de domingo. Não tem nada a ver com ócio, mas tem a ver com o texto anterior - ou melhor, com o rumo que ele tomou.
O texto fala da felicidade que tinhamos e que, de certa forma, sem saber, deixamos de lado em função de nossas escolhas -certas, erradas ou ainda incógnitas! Disso, decorre certa tristeza e, se a tristeza representa um momento de crise, palavra grega que significa crescimento, então realmente ela pode ser um recurso que nos leve de volta à felicidade. Mas como? Não sei. Acredito que a vontade de superar a tristeza pode ser um fator de motivação para se encontrar uma (nova) forma de ser feliz.
A tristeza induz à reflexão, e só assim é possível identificar erros e acertos, coisas que queremos e que não queremos! O que eu seria capaz de fazer? Do que eu seria capaz de abdicar? Quais são os meus valores? O que é que tem importância para minha vida? Essas respostas, meu caro leitor, só vêm quando você sente que a felicidade entrou em sinal de alerta e anda precisando de uma recarga urgente para voltar a funcionar!
É claro que isso não acontece de forma automática, nem todos tem a capacidade de refletir e procurar uma saída. Para alguns, a tristeza é como uma areia movediça, fundamentada na queixa e na lamentação. Leva cada vez mais para baixo. Do contrário, se fôssemos todos lúcidos e conscientes, o mundo seria perfeito! Cada vez que nos sentíssemos tristes, refletiríamos e conseguiríamos encontrar uma forma de retomar o estado antigo de felicidade. Cá entre nós, assim não teria graça.
Enfim, esse tema é delicado demais e, à meia-noite de domingo, após um fim-de-semana de muito sol e pouco sono, torna-se uma tarefa quase difícil elocubrar ainda mais a respeito. Vou guardar meus devaneios para outra hora, quando me sobrar mais energia e a mente estiver menos... menos... Ah! Quando não estiver como está agora!
Por enquanto, finalizo com trechos de uma música que reforça a frase do meu amigo, principalmente porque ele não a conhece e, mesmo assim, disse (quase) a mesma coisa:
"...Eu sei e você sabe
Que a distância não existe,
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
...
Assim como o oceano
Só é belo com o luar;
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar;
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover;
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer;
Assim como viver
Sem ter amor, não é viver..."
Boa noite e ótima semana de ócio a todos que acompanham esta humilde publicação!
O texto fala da felicidade que tinhamos e que, de certa forma, sem saber, deixamos de lado em função de nossas escolhas -certas, erradas ou ainda incógnitas! Disso, decorre certa tristeza e, se a tristeza representa um momento de crise, palavra grega que significa crescimento, então realmente ela pode ser um recurso que nos leve de volta à felicidade. Mas como? Não sei. Acredito que a vontade de superar a tristeza pode ser um fator de motivação para se encontrar uma (nova) forma de ser feliz.
A tristeza induz à reflexão, e só assim é possível identificar erros e acertos, coisas que queremos e que não queremos! O que eu seria capaz de fazer? Do que eu seria capaz de abdicar? Quais são os meus valores? O que é que tem importância para minha vida? Essas respostas, meu caro leitor, só vêm quando você sente que a felicidade entrou em sinal de alerta e anda precisando de uma recarga urgente para voltar a funcionar!
É claro que isso não acontece de forma automática, nem todos tem a capacidade de refletir e procurar uma saída. Para alguns, a tristeza é como uma areia movediça, fundamentada na queixa e na lamentação. Leva cada vez mais para baixo. Do contrário, se fôssemos todos lúcidos e conscientes, o mundo seria perfeito! Cada vez que nos sentíssemos tristes, refletiríamos e conseguiríamos encontrar uma forma de retomar o estado antigo de felicidade. Cá entre nós, assim não teria graça.
Enfim, esse tema é delicado demais e, à meia-noite de domingo, após um fim-de-semana de muito sol e pouco sono, torna-se uma tarefa quase difícil elocubrar ainda mais a respeito. Vou guardar meus devaneios para outra hora, quando me sobrar mais energia e a mente estiver menos... menos... Ah! Quando não estiver como está agora!
Por enquanto, finalizo com trechos de uma música que reforça a frase do meu amigo, principalmente porque ele não a conhece e, mesmo assim, disse (quase) a mesma coisa:
"...Eu sei e você sabe
Que a distância não existe,
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
...
Assim como o oceano
Só é belo com o luar;
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar;
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover;
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer;
Assim como viver
Sem ter amor, não é viver..."
Boa noite e ótima semana de ócio a todos que acompanham esta humilde publicação!
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Aqui me tens de regresso.
Andei sumida. Relapsa. Sem tempo. Enfim, andei ocupada! Mas como tudo que é bom dura pouco, minha vida agitada acabou, meu ócio voltou e meu tempo agora não anda - se arrasta.
Voltei a passar meu dia inteiro esperando algum e-mail novo chegar, pesquisando preços pela internet, inventando coisas bobas e redigindo meus textos. É claro, voltei a refletir também, principalmente sobre essa minha terrível falta do que fazer!
Esse retorno ao ócio, confesso, é um pouco depressivo. Fico pensando em tudo que não me faz bem porque, como diz o ditado, cabeça vazia é oficina de satanás. Me dá um certo desespero e minha vontade é largar tudo e correr para Salvador, onde eu acho que posso dar um "play" na minha vida (quando estou no Rio sinto que aperto o botão do "pause"!). Faço alguns cálculos para ver como viveria sem salário e, rapidamente, esqueço essa idéia de jogar tudo pro alto.
Começo, a partir daí, a ver como a gente se vende em troca de dinheiro. É quase uma prostituição. A gente deixa de viver perto de quem a gente ama, deixa várias coisas para trás, se arrisca, tudo em nome do dinheiro, da posição social, da realização do desejo de viajar, comprar um apartamento bom, um carro bacana. Será que vale a pena? Não era melhor viver humildemente, naquela vida agitada da agência bancária, sem tempo para ir ao banheiro, ganhando pouco? Minhas noites eram felizes, no fim de semana eu sempre tinha agenda cheia, amigos, namorado...
Realmente, o dinheiro não traz felicidade. O dinheiro permite que a gente tenha as coisas que são menos importantes em nossa vida. Porque o essencial não é visível aos olhos, não está ao alcance das mãos, não se coloca numa caixa nem se guarda para presente.
Mas o tempo não volta atrás e nossas escolhas estão aí para serem assumidas! Não temos como consertar, vamos adiante e tentemos o melhor! Olhemos para a frente! Cabeça erguida, fé em Deus e fé na vida!
Voltei a passar meu dia inteiro esperando algum e-mail novo chegar, pesquisando preços pela internet, inventando coisas bobas e redigindo meus textos. É claro, voltei a refletir também, principalmente sobre essa minha terrível falta do que fazer!
Esse retorno ao ócio, confesso, é um pouco depressivo. Fico pensando em tudo que não me faz bem porque, como diz o ditado, cabeça vazia é oficina de satanás. Me dá um certo desespero e minha vontade é largar tudo e correr para Salvador, onde eu acho que posso dar um "play" na minha vida (quando estou no Rio sinto que aperto o botão do "pause"!). Faço alguns cálculos para ver como viveria sem salário e, rapidamente, esqueço essa idéia de jogar tudo pro alto.
Começo, a partir daí, a ver como a gente se vende em troca de dinheiro. É quase uma prostituição. A gente deixa de viver perto de quem a gente ama, deixa várias coisas para trás, se arrisca, tudo em nome do dinheiro, da posição social, da realização do desejo de viajar, comprar um apartamento bom, um carro bacana. Será que vale a pena? Não era melhor viver humildemente, naquela vida agitada da agência bancária, sem tempo para ir ao banheiro, ganhando pouco? Minhas noites eram felizes, no fim de semana eu sempre tinha agenda cheia, amigos, namorado...
Realmente, o dinheiro não traz felicidade. O dinheiro permite que a gente tenha as coisas que são menos importantes em nossa vida. Porque o essencial não é visível aos olhos, não está ao alcance das mãos, não se coloca numa caixa nem se guarda para presente.
Mas o tempo não volta atrás e nossas escolhas estão aí para serem assumidas! Não temos como consertar, vamos adiante e tentemos o melhor! Olhemos para a frente! Cabeça erguida, fé em Deus e fé na vida!
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Voltando!!!!!!!!
Os astros conspiram contra mim! Como se diz por aí, "forças ocultas" querem me impedir de continuar a postar mensagens no meu blog! Mas eu sou baiana, tenho a meu favor santos e orixás! Voltei e agora é pra valer! Mas deixe-me explicar as razões da minha ausência.
Primeiro fui atacada por uma amidalite. Não tive febre e, com certeza, amidalite não impede ninguém de digitar. Mas se há um órgão que concentra toda a minha inspiração e criatividade, esse órgão deve ser minha amídala! Ela inflama ou infecciona e eu não consigo fazer mais nada. É um fenômeno! Não consigo pensar, nem escrever, nem ter idéias (aquelas que ficam guardadas durante o dia, apenas aguardando o meu login nesse site). As minhas amídalas têm domínio sobre a minha intelectualidade!
Mas um dia alguém inventou a penicilina e, viva, surgiram os antibióticos! Tenho tomado tantos recentemente que meu estômago nem reclama mais. Me curei rápido e já estava me preparando para voltar quando, de repente, aconteceu o pior: acabaram com meu ócio! Caros leitores, esse blog andou correndo sérios riscos!
Acho que meus colegas notaram alguma coisa... ou têm uma intuição que beira a páranormalidade! Trabalhei mais nos últimos dias do que em todos os meses que estou naquele setor! Querem acabar com meu ócio! Mas vai começar uma guerra no sentido contrário porque, agora, quem não quer ficar sem ele sou eu!! Preciso honrar o nome, os textos e o relativo sucesso desta publicação! E vou adiante em nome dessa causa!
Confesso que estou um pouco assustada. Primeiro com o gosto pela ociosidade e, segundo, pela pequena desorientação que me atacou depois que o trabalho começou a chegar. Fiquei sem saber por onde começar... Será que perdi o ritmo mesmo, como previ posts atrás?
Bom, independente do que venha a acontecer com meu volume de trabalho, eu me comprometo solenemente, nesse momento, a garantir a manutenção deste blog. Se é para o bem de todos e felicidade geral dos meus leitores, digo ao povo que estou de volta!
Primeiro fui atacada por uma amidalite. Não tive febre e, com certeza, amidalite não impede ninguém de digitar. Mas se há um órgão que concentra toda a minha inspiração e criatividade, esse órgão deve ser minha amídala! Ela inflama ou infecciona e eu não consigo fazer mais nada. É um fenômeno! Não consigo pensar, nem escrever, nem ter idéias (aquelas que ficam guardadas durante o dia, apenas aguardando o meu login nesse site). As minhas amídalas têm domínio sobre a minha intelectualidade!
Mas um dia alguém inventou a penicilina e, viva, surgiram os antibióticos! Tenho tomado tantos recentemente que meu estômago nem reclama mais. Me curei rápido e já estava me preparando para voltar quando, de repente, aconteceu o pior: acabaram com meu ócio! Caros leitores, esse blog andou correndo sérios riscos!
Acho que meus colegas notaram alguma coisa... ou têm uma intuição que beira a páranormalidade! Trabalhei mais nos últimos dias do que em todos os meses que estou naquele setor! Querem acabar com meu ócio! Mas vai começar uma guerra no sentido contrário porque, agora, quem não quer ficar sem ele sou eu!! Preciso honrar o nome, os textos e o relativo sucesso desta publicação! E vou adiante em nome dessa causa!
Confesso que estou um pouco assustada. Primeiro com o gosto pela ociosidade e, segundo, pela pequena desorientação que me atacou depois que o trabalho começou a chegar. Fiquei sem saber por onde começar... Será que perdi o ritmo mesmo, como previ posts atrás?
Bom, independente do que venha a acontecer com meu volume de trabalho, eu me comprometo solenemente, nesse momento, a garantir a manutenção deste blog. Se é para o bem de todos e felicidade geral dos meus leitores, digo ao povo que estou de volta!
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Dando um tempo.
A autora deste blog adoeceu, pela milésima vez este ano. Postagens suspensas temporariamente.
Só a título de informação, preciso esclarecer que não estou em casa, de licença. Afinal, de que vale ficar em casa descansando se eu já faço isso no trabalho? Além do mais, lá eu tenho várias pessoas para me socorrerem se eu passar mal. Em casa eu ficaria só durante o dia.
Se eu continuar nesse repouso todo - o que é muito provável, breve estarei de volta, escrevendo minhas alucinações e elocubrações para vocês, caros leitores!
Só a título de informação, preciso esclarecer que não estou em casa, de licença. Afinal, de que vale ficar em casa descansando se eu já faço isso no trabalho? Além do mais, lá eu tenho várias pessoas para me socorrerem se eu passar mal. Em casa eu ficaria só durante o dia.
Se eu continuar nesse repouso todo - o que é muito provável, breve estarei de volta, escrevendo minhas alucinações e elocubrações para vocês, caros leitores!
domingo, 19 de outubro de 2008
Invertendo a Ordem das Coisas.
Numa sociedade normal, as pessoas trabalham durante toda a semana e descansam no final de semana. Isso segue o que está escrito no Velho Testamento, pois Deus criou o mundo e descansou ao final... Ok! Vamos lá!
Eu descanso a semana toda e me acabo no final de semana. Na última semana, o máximo que eu fiz foi marcar presença em reuniões -aquelas do tipo "entra mudo e sai calado"! E aí, da noite de sexta-feira até agora, tarde de domingo, minha vida é um agito só!!! Tô exausta, com sono e um princípio de dor de cabeça. Não deveria ser o contrário?
Está tudo ao avesso, minha gente!!! O pior é que nem todo mundo sabe que as coisas se inverteram e, por isso, muitos pensam que eu estou numa vida de farras, me jogando em todas as festas e eventos do Rio de Janeiro!!
Oh, Meu Deus! Se soubessem que é só assim que eu ocupo minha cabeça...
Eu descanso a semana toda e me acabo no final de semana. Na última semana, o máximo que eu fiz foi marcar presença em reuniões -aquelas do tipo "entra mudo e sai calado"! E aí, da noite de sexta-feira até agora, tarde de domingo, minha vida é um agito só!!! Tô exausta, com sono e um princípio de dor de cabeça. Não deveria ser o contrário?
Está tudo ao avesso, minha gente!!! O pior é que nem todo mundo sabe que as coisas se inverteram e, por isso, muitos pensam que eu estou numa vida de farras, me jogando em todas as festas e eventos do Rio de Janeiro!!
Oh, Meu Deus! Se soubessem que é só assim que eu ocupo minha cabeça...
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
"Tudo lembra" é o mal da humanidade!
Nada pior para uma mente vazia do que uma lembrança indesejada. Cheguei a essa conclusão hoje, na hora do almoço. Não, não me lembrei de nada que fosse desagradável (pelo menos não automaticamente) mas, em conversa com um amigo, concluí que certas lembranças só vêm à tona quando nada - ou quase nada - ocupa nossa cabeça!
É claro que, em certos casos, quando a lembrança é forte demais, ela chega a tomar o seu espaço mental sem pedir licença e te desloca do seu mundo real para um mundo paralelo. É como se a simples memória de alguma coisa ou pessoa tivesse o poder de te transportar para matrix! No mundo paralelo, você se isola e não escuta o que estão falando ao seu lado, nem vê o slideshow à sua frente. Fica apenas aquela sensação de estar vivenciando um fenômeno paranormal até que uma pergunta te traz de volta ao seu mundo real: "O que você acha?". Aí você percebe que acabou de voltar de outra dimensão. "Você concorda?" também tem esse efeito. Todo mundo já passou por isso na vida e eu posso dizer que, nos últimos tempos, tenho passado com freqüência!
Mas não era bem sobre isso que eu falava no meu almoço hoje. Era sobre o maldito "tudo" que nos lembra algo de que queremos nos desvencilhar! "Tudo lembra" o que eu não quero lembrar, e eu evito essa lembrança porque ela me fez sofrer ou porque ela está me fazendo sofrer! Esse é um mal para a humanidade. As pessoas querem seguir adiante nas suas vidas mas "tudo lembra" um passado e impede que o presente e o futuro sejam vividos com mais intensidade! Seria muito mais simples se pudéssemos olhar tudo como se fosse novo, sob uma nova perspectiva, como se fosse a primeira vez, como se estivéssemos diante do desconhecido ou do inesperado. Mas não adianta..."tudo lembra"! E tudo nos atrasa. E tudo nos prende a um passado.
Agora vejamos isso do ponto de vista de quem enfrenta uma situação de imersão no ócio quase absoluto - eu. A depender da intensidade da minha ociosidade, eu posso passar meu dia quase todo com a cabeça vazia (ou seja, sem nada que exija meu raciocínio e minha inteligência). Mesmo que a memória não venha a mim com a força que eu mencionei, eu posso ser atacada pelo "tudo lembra", e com muito mais facilidade! E se isso me der uma trégua, aí acontece o pior: eu procuro sarna para me coçar! Vasculho, no fundo do meu cérebro, as lembranças menos recomendáveis e trago todas à tona, numa atitude de quem não sabe aproveitar seu momento de paz!
Eu poderia meditar, poderia fazer pesquisas na internet, poderia fazer um curso online ou escrever mais textos para meu blog. Mas a tentação é grande, meus amigos! E ela me faz remoer tudo que me faz sofrer, relembrando um passado que não volta mais. Acho que até o meu inconsciente, numa atitude de revolta contra essa falta do que fazer, anda me levando a gestos extremos. Talvez para me forçar a procurar uma saída.
Será que tem remédio para isso? Tem sim, vários. No meu caso, especificamente, o trabalho seria uma excelente indicação! Mas esse remédio é complicado, apesar de ser o mais fácil de conseguir. E é tão complicado que, até conseguir chegar a ele, já terei mudado meu nome para Trinity e talvez esteja vivendo definitavemente em matrix!
Hum... Se eu encontrasse o Neo, até que não seria uma má idéia, hein?!
É claro que, em certos casos, quando a lembrança é forte demais, ela chega a tomar o seu espaço mental sem pedir licença e te desloca do seu mundo real para um mundo paralelo. É como se a simples memória de alguma coisa ou pessoa tivesse o poder de te transportar para matrix! No mundo paralelo, você se isola e não escuta o que estão falando ao seu lado, nem vê o slideshow à sua frente. Fica apenas aquela sensação de estar vivenciando um fenômeno paranormal até que uma pergunta te traz de volta ao seu mundo real: "O que você acha?". Aí você percebe que acabou de voltar de outra dimensão. "Você concorda?" também tem esse efeito. Todo mundo já passou por isso na vida e eu posso dizer que, nos últimos tempos, tenho passado com freqüência!
Mas não era bem sobre isso que eu falava no meu almoço hoje. Era sobre o maldito "tudo" que nos lembra algo de que queremos nos desvencilhar! "Tudo lembra" o que eu não quero lembrar, e eu evito essa lembrança porque ela me fez sofrer ou porque ela está me fazendo sofrer! Esse é um mal para a humanidade. As pessoas querem seguir adiante nas suas vidas mas "tudo lembra" um passado e impede que o presente e o futuro sejam vividos com mais intensidade! Seria muito mais simples se pudéssemos olhar tudo como se fosse novo, sob uma nova perspectiva, como se fosse a primeira vez, como se estivéssemos diante do desconhecido ou do inesperado. Mas não adianta..."tudo lembra"! E tudo nos atrasa. E tudo nos prende a um passado.
Agora vejamos isso do ponto de vista de quem enfrenta uma situação de imersão no ócio quase absoluto - eu. A depender da intensidade da minha ociosidade, eu posso passar meu dia quase todo com a cabeça vazia (ou seja, sem nada que exija meu raciocínio e minha inteligência). Mesmo que a memória não venha a mim com a força que eu mencionei, eu posso ser atacada pelo "tudo lembra", e com muito mais facilidade! E se isso me der uma trégua, aí acontece o pior: eu procuro sarna para me coçar! Vasculho, no fundo do meu cérebro, as lembranças menos recomendáveis e trago todas à tona, numa atitude de quem não sabe aproveitar seu momento de paz!
Eu poderia meditar, poderia fazer pesquisas na internet, poderia fazer um curso online ou escrever mais textos para meu blog. Mas a tentação é grande, meus amigos! E ela me faz remoer tudo que me faz sofrer, relembrando um passado que não volta mais. Acho que até o meu inconsciente, numa atitude de revolta contra essa falta do que fazer, anda me levando a gestos extremos. Talvez para me forçar a procurar uma saída.
Será que tem remédio para isso? Tem sim, vários. No meu caso, especificamente, o trabalho seria uma excelente indicação! Mas esse remédio é complicado, apesar de ser o mais fácil de conseguir. E é tão complicado que, até conseguir chegar a ele, já terei mudado meu nome para Trinity e talvez esteja vivendo definitavemente em matrix!
Hum... Se eu encontrasse o Neo, até que não seria uma má idéia, hein?!
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Matutando!
Meu blog entrou em crise existencial. Agora ele anda se questionando sobre o seu objetivo e, quiçá, sobre a sua função social. Afinal, para que existe o diário do ócio? Quem pergunta quer saber!
A grande questão é: este é um diário para falar do ócio ou é um diário para escrever o que penso nos meus momentos (constantemente) ociosos? E o fato de ser um "diário" significa que, necessariamente, preciso escrever todos os dias? Ou será que tenho a licença de usar esse termo como se fosse referência a uma redação periódica? Mas, sendo uma coisa periódica, eu deveria mudar o nome? Será que estou usando o nome adequado? Ou será que isso poderia ficar ainda melhor?
Não tenho resposta para nada disso. Mas uma coisa eu percebo claramente: a criatura a sssume a identidade do criador! Vejam que lindo, caros leitores, meu blog, assim como eu, é indeciso, se questiona, passa por crises de personalidade! Espero que, assim como eu, ele volte sempre ao seu estado normal! Um pouco mais refinado, claro, mas preservando a mesma essência de sempre!
A grande questão é: este é um diário para falar do ócio ou é um diário para escrever o que penso nos meus momentos (constantemente) ociosos? E o fato de ser um "diário" significa que, necessariamente, preciso escrever todos os dias? Ou será que tenho a licença de usar esse termo como se fosse referência a uma redação periódica? Mas, sendo uma coisa periódica, eu deveria mudar o nome? Será que estou usando o nome adequado? Ou será que isso poderia ficar ainda melhor?
Não tenho resposta para nada disso. Mas uma coisa eu percebo claramente: a criatura a sssume a identidade do criador! Vejam que lindo, caros leitores, meu blog, assim como eu, é indeciso, se questiona, passa por crises de personalidade! Espero que, assim como eu, ele volte sempre ao seu estado normal! Um pouco mais refinado, claro, mas preservando a mesma essência de sempre!
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
A preguiça ao ócio.
Nasci na Bahia. Sempre ouvi que baiano é preguiçoso e que não gosta de trabalhar. Aí fui para o Rio, já com quase 30 anos de idade. Não quero dizer aqui que o carioca seja preguiçoso mas, cá entre nós, os baianos que eu conheci trabalhavam bem mais! Os cariocas que vejo gostam mesmo é de uma boa hora de folga.
Se a Bahia é a terra da preguiça, é porque o baiano já vive cansado de trabalhar! O Rio, meus amigos, é a terra do ócio!!! Nunca vi tanta gente sem fazer nada e, o que é pior, gostando de não ter nada pra fazer!! E isso me incomoda demais, sobretudo porque eu não estou cansada. No Rio a gente não cansa para querer o direito à preguiça! Pelo contrário, a gente não faz nada e, por isso, fora do trabalho, temos que gastar a energia e vitalidade que nos sobra durante o dia!
Não é fácil viver assim, não sei como as pessoas aguentam! Fico me perguntando se eu serei capaz de me adaptar - e como vai ser ruim - ou se conseguirei desenvolver a habilidade de transitar com destreza entre o ócio e a preguiça, como uma pessoa que vive entre duas cidades diferentes (não venha me dizer que devo viver em uma cidade só!). Não sei, ainda não testei essa minha capacidade.
Essa reflexão continua num próximo post. Estou na Bahia há alguns dias, tenho estado muito ocupada e cansada. Agora me dou ao direito de usufruir da minha preguicinha, ficando de pernas para o ar, olhando o céu da minha varanda!
Se a Bahia é a terra da preguiça, é porque o baiano já vive cansado de trabalhar! O Rio, meus amigos, é a terra do ócio!!! Nunca vi tanta gente sem fazer nada e, o que é pior, gostando de não ter nada pra fazer!! E isso me incomoda demais, sobretudo porque eu não estou cansada. No Rio a gente não cansa para querer o direito à preguiça! Pelo contrário, a gente não faz nada e, por isso, fora do trabalho, temos que gastar a energia e vitalidade que nos sobra durante o dia!
Não é fácil viver assim, não sei como as pessoas aguentam! Fico me perguntando se eu serei capaz de me adaptar - e como vai ser ruim - ou se conseguirei desenvolver a habilidade de transitar com destreza entre o ócio e a preguiça, como uma pessoa que vive entre duas cidades diferentes (não venha me dizer que devo viver em uma cidade só!). Não sei, ainda não testei essa minha capacidade.
Essa reflexão continua num próximo post. Estou na Bahia há alguns dias, tenho estado muito ocupada e cansada. Agora me dou ao direito de usufruir da minha preguicinha, ficando de pernas para o ar, olhando o céu da minha varanda!
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Na Hora de Falar Sério.
Dois dias após a minha última postagem, o Papa Bento XVI fez uma declaração em referência à crise econômica atual, afirmando que "quem constrói sua vida sobre as coisas materiais, efetivamente constrói sua casa sobre areia".
Para Bento XVI, devemos construir nossa vida sobre uma base sólida de Fé. Concordo e não concordo com o que ele diz. Acredito que nossa vida não deve ser guiada em função dos ganhos materiais e da acumulação de riquezas - até porque nada disso vai conosco para o túmulo. Mas também não acho que o verdadeiro caminho seja o caminho da Fé. Não basta ter Fé. Se não vamos acumular riquezas, precisamos acumular outros ganhos. Não acumular riquezas e cultivar a Fé reforça a idéia de que devemos viver no ócio (Oh! Ele outra vez!), sem fazer nada, esperando as coisas acontecerem. Não dá certo. Isso só nos traz de volta uma vida vazia e cheia de frustrações.
É preciso mais do que Fé! É preciso trabalho e esforço para auxiliar o próximo, compartilhar seus ganhos de toda natureza, ter bons sentimentos e semeá-los, semear a paz, a concórdia, a união, a absolvição, é preciso um esforço para semear a felicidade, seja da forma como você puder fazer isso! Acho que a vida se constrói em bases espirituais, no crescimento cotidiano decorrente do convívio com nossos semelhantes.
Sou um exemplo de que isso pode ser verdade. Trabalhava em outra empresa, ganhava um salário menor, mas aprendia todos os dias a ser uma pessoa melhor pelas lições que meus clientes compartilhavam comigo. Era ocupada e realizada. Mudei de emprego para ganhar mais e acumular mais, e hoje estou aqui, sem fazer nada, escrevendo este texto durante o meu expediente. Perdi mais do que ganhei. Minha forma de compensar isso é simples: ajudo meus amigos! Pude ajudar dois deles a conseguirem transferência para sua terra natal, ajudo outra grande amiga nos momentos em que o desânimo e a tristeza chegam perto (como se eu mesma não estivesse triste e desanimada) e tento semear bom humor e uma perspectiva otimista - ou, pelo menos, divertida - aos demais que ainda não recorreram a mim.
Acho que estou crescendo com isso também! A duras penas, me tornando umapessoa melhor! Isso me deixa feliz porque aumenta minhas possibilidades de não precisar reencarnar!!! hehehe!!! É como se eu negociasse com Deus, mas fizesse a minha parte por prazer, não por obrigação!
Se cada um fizer a sua parte nesse sentido, é possível que a economia global entre em colapso, o custo de capital fique altíssimo e nós tenhamos que viver apenas com o mínimo necessário, sem luxos ou futilidades. Mas, com certeza, estaremos prontos para suportar a provação de viver sem as riquezas materiais. É nisso que precisamos ter Fé!
Para Bento XVI, devemos construir nossa vida sobre uma base sólida de Fé. Concordo e não concordo com o que ele diz. Acredito que nossa vida não deve ser guiada em função dos ganhos materiais e da acumulação de riquezas - até porque nada disso vai conosco para o túmulo. Mas também não acho que o verdadeiro caminho seja o caminho da Fé. Não basta ter Fé. Se não vamos acumular riquezas, precisamos acumular outros ganhos. Não acumular riquezas e cultivar a Fé reforça a idéia de que devemos viver no ócio (Oh! Ele outra vez!), sem fazer nada, esperando as coisas acontecerem. Não dá certo. Isso só nos traz de volta uma vida vazia e cheia de frustrações.
É preciso mais do que Fé! É preciso trabalho e esforço para auxiliar o próximo, compartilhar seus ganhos de toda natureza, ter bons sentimentos e semeá-los, semear a paz, a concórdia, a união, a absolvição, é preciso um esforço para semear a felicidade, seja da forma como você puder fazer isso! Acho que a vida se constrói em bases espirituais, no crescimento cotidiano decorrente do convívio com nossos semelhantes.
Sou um exemplo de que isso pode ser verdade. Trabalhava em outra empresa, ganhava um salário menor, mas aprendia todos os dias a ser uma pessoa melhor pelas lições que meus clientes compartilhavam comigo. Era ocupada e realizada. Mudei de emprego para ganhar mais e acumular mais, e hoje estou aqui, sem fazer nada, escrevendo este texto durante o meu expediente. Perdi mais do que ganhei. Minha forma de compensar isso é simples: ajudo meus amigos! Pude ajudar dois deles a conseguirem transferência para sua terra natal, ajudo outra grande amiga nos momentos em que o desânimo e a tristeza chegam perto (como se eu mesma não estivesse triste e desanimada) e tento semear bom humor e uma perspectiva otimista - ou, pelo menos, divertida - aos demais que ainda não recorreram a mim.
Acho que estou crescendo com isso também! A duras penas, me tornando umapessoa melhor! Isso me deixa feliz porque aumenta minhas possibilidades de não precisar reencarnar!!! hehehe!!! É como se eu negociasse com Deus, mas fizesse a minha parte por prazer, não por obrigação!
Se cada um fizer a sua parte nesse sentido, é possível que a economia global entre em colapso, o custo de capital fique altíssimo e nós tenhamos que viver apenas com o mínimo necessário, sem luxos ou futilidades. Mas, com certeza, estaremos prontos para suportar a provação de viver sem as riquezas materiais. É nisso que precisamos ter Fé!
sábado, 4 de outubro de 2008
Já dizia o ditado...
... Cabeça vazia, oficina de satanás!
Cruz credo!
Mas é verdade. Tava aqui revivendo o tanto de besteiras que se passaram pela minha cabeça nos últimos tempos. É impressionante! Parece que tem um diabinho me atentando!
Já pensei em tantos absurdos quanto você puder imaginar. Já pensei no passado, pensei no futuro. Já fiz as suposições mais estapafúrdias, já liguei pra quem não devia ligar, já fiz e refiz e-mails que nunca mandei.
Já pensei na morte, já pensei no tempo que passa por nós como um trator, já pensei na velhice e na minha próxima encarnação. Aliás, esse tema é recorrente, porque nada me assusta mais do que a idéia de começar tudo de novo!! Aprender a andar, a escrever, passar por todas as séries no colégio... e se eu não gostar da minha família na próxima encarnação? E se correr algum risco de vida? E se nascer no Iraque? E se tiver espinhas? E se for de alguma tribo que mutila as menininhas na África? Não!!! Fiquei feliz quando lí no zodíaco que os piscianos, geralmente, são a última encarnação de um espírito! Assim seja!!
Fico pensando, "Meu Deus, essa minha vida está sendo tão boa... Minha família, meus amores, minha saúde, minhas moradas, meus empregos, as coisas que viví, minha inteligência... Não quero encarnar de novo e correr o risco de ser tudo pior!!!". Cheguei ao cúmulo de ligar pra uma amiga minha espírita, lá na Bahia, pra perguntar a ela se eu tinha a prerrogativa de escolher entre a reencarnação e a vida eterna no reino dos céus - olhe só, eu já estou me garantindo no reino dos céus!!! Eu sou muito pretensiosa!!
Mas, pensando bem (em mais uma bobagem), eu mereço uma encarnação igual a essa ou melhor. Eu ajudo as pessoas, eu aprendo com meus erros, eu não faço mal a ninguém, eu tento passar por cima dos meus próprios obstáculos, pelas minhas dificuldades, tento ser um ser humano melhor, tento mesmo, juro!! Acho, inclusive, que daqui até o fim, quando tudo acabar, eu terei atingido o auge da sabedoria!! Não sei é se perderei esse jeitinho insistentemente pretensioso... hehehe!!
Ah! Cansei de pensar em bobagem!! Cansei!!! Hoje não, hoje é sábado!! Eu mereço alguma coisa que distraia minhas idéias e que me puxe pro presente, pra minha realidade! Carpe diem urgente em minha vida! É disso que preciso!
Vou procurar o que fazer. Se não achar, vou limpar a casa ou vou dormir. Um bom sono me ajuda sempre a me livrar desses momentos de alucinação! É isso que vou fazer!
Bom fim de tarde, caro leitor! Não vá pensar em bobagens você também, hein?!
Cruz credo!
Mas é verdade. Tava aqui revivendo o tanto de besteiras que se passaram pela minha cabeça nos últimos tempos. É impressionante! Parece que tem um diabinho me atentando!
Já pensei em tantos absurdos quanto você puder imaginar. Já pensei no passado, pensei no futuro. Já fiz as suposições mais estapafúrdias, já liguei pra quem não devia ligar, já fiz e refiz e-mails que nunca mandei.
Já pensei na morte, já pensei no tempo que passa por nós como um trator, já pensei na velhice e na minha próxima encarnação. Aliás, esse tema é recorrente, porque nada me assusta mais do que a idéia de começar tudo de novo!! Aprender a andar, a escrever, passar por todas as séries no colégio... e se eu não gostar da minha família na próxima encarnação? E se correr algum risco de vida? E se nascer no Iraque? E se tiver espinhas? E se for de alguma tribo que mutila as menininhas na África? Não!!! Fiquei feliz quando lí no zodíaco que os piscianos, geralmente, são a última encarnação de um espírito! Assim seja!!
Fico pensando, "Meu Deus, essa minha vida está sendo tão boa... Minha família, meus amores, minha saúde, minhas moradas, meus empregos, as coisas que viví, minha inteligência... Não quero encarnar de novo e correr o risco de ser tudo pior!!!". Cheguei ao cúmulo de ligar pra uma amiga minha espírita, lá na Bahia, pra perguntar a ela se eu tinha a prerrogativa de escolher entre a reencarnação e a vida eterna no reino dos céus - olhe só, eu já estou me garantindo no reino dos céus!!! Eu sou muito pretensiosa!!
Mas, pensando bem (em mais uma bobagem), eu mereço uma encarnação igual a essa ou melhor. Eu ajudo as pessoas, eu aprendo com meus erros, eu não faço mal a ninguém, eu tento passar por cima dos meus próprios obstáculos, pelas minhas dificuldades, tento ser um ser humano melhor, tento mesmo, juro!! Acho, inclusive, que daqui até o fim, quando tudo acabar, eu terei atingido o auge da sabedoria!! Não sei é se perderei esse jeitinho insistentemente pretensioso... hehehe!!
Ah! Cansei de pensar em bobagem!! Cansei!!! Hoje não, hoje é sábado!! Eu mereço alguma coisa que distraia minhas idéias e que me puxe pro presente, pra minha realidade! Carpe diem urgente em minha vida! É disso que preciso!
Vou procurar o que fazer. Se não achar, vou limpar a casa ou vou dormir. Um bom sono me ajuda sempre a me livrar desses momentos de alucinação! É isso que vou fazer!
Bom fim de tarde, caro leitor! Não vá pensar em bobagens você também, hein?!
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Meditação?
Fingir que você está ocupado quando você não tem nada para fazer pode ser simples. Por 15 minutos. Por 8 horas é uma luta! E pense numa luta difícil!
Ficar horas sentada, sem fazer nada, pensando em besteiras - e tentando não pensar - enquanto o dia passa, me faz acreditar que estou atingindo o cúmulo do equilíbrio e do auto-controle! Não preciso mais fazer terapia, Yoga ou Tai Chi! Ir ao trabalho já é suficiente!
Tento imaginar quando essa prostração terá um fim e tenho até medo, porque acho que desaprendi a trabalhar. Acho que não tenho mais capacidade, enburreci e não tenho mais os meus skills! Não quero nem fazer um teste para ver se estou certa ou errada com relação a isso porque, no fundo, conservo a esperança de ainda ser a mesma profissional competente e workaholic de antes!!
Enfim, até que isso mude, muita água há de deixar de rolar!!! Ainda vou curtir muitas horas semanais de cabeça vazia, cultivando as idéias mais absurdas, até que minha mente volte a se ocupar com alguma coisa!
Em breve eu poderei, quem sabe, provar que é possível alcançar o estado alfa sentada numa baia, em frente a um computador!
Ficar horas sentada, sem fazer nada, pensando em besteiras - e tentando não pensar - enquanto o dia passa, me faz acreditar que estou atingindo o cúmulo do equilíbrio e do auto-controle! Não preciso mais fazer terapia, Yoga ou Tai Chi! Ir ao trabalho já é suficiente!
Tento imaginar quando essa prostração terá um fim e tenho até medo, porque acho que desaprendi a trabalhar. Acho que não tenho mais capacidade, enburreci e não tenho mais os meus skills! Não quero nem fazer um teste para ver se estou certa ou errada com relação a isso porque, no fundo, conservo a esperança de ainda ser a mesma profissional competente e workaholic de antes!!
Enfim, até que isso mude, muita água há de deixar de rolar!!! Ainda vou curtir muitas horas semanais de cabeça vazia, cultivando as idéias mais absurdas, até que minha mente volte a se ocupar com alguma coisa!
Em breve eu poderei, quem sabe, provar que é possível alcançar o estado alfa sentada numa baia, em frente a um computador!
sábado, 27 de setembro de 2008
O Ócio Nosso de Cada Dia...
Estou afundada no ócio, é fato. E não é culpa minha. Fui afundada por força das circunstâncias. Talvez seja culpa minha. Fiz uma escolha e, ora bolas, era o caminho da ociosidade!
Tive várias oportunidades mas não consegui sair dessa situação. Eu me esforço, mas dependo dos outros para essa mudança. Vou continuar me esforçando - parece que essa situação de ócio é minha penitência e eu tenho um prazo para cumpri-la, até conseguir a minha libertação!
Para diminuir os efeitos dessa "tragédia", resolvi escrever e criei esse blog! A maioria dos meus devaneios sobre o assunto está anotada em papéis e rascunhos. Agora vou transcrever para tornar pública a minha caminhada em busca de uma vida mais ativa e ocupada!
Divirta-se, caro leitor! E fique à vontade para comentar e enriquecer esta publicação nos momentos em que, assim como eu, não tiveres nada para fazer!
Tive várias oportunidades mas não consegui sair dessa situação. Eu me esforço, mas dependo dos outros para essa mudança. Vou continuar me esforçando - parece que essa situação de ócio é minha penitência e eu tenho um prazo para cumpri-la, até conseguir a minha libertação!
Para diminuir os efeitos dessa "tragédia", resolvi escrever e criei esse blog! A maioria dos meus devaneios sobre o assunto está anotada em papéis e rascunhos. Agora vou transcrever para tornar pública a minha caminhada em busca de uma vida mais ativa e ocupada!
Divirta-se, caro leitor! E fique à vontade para comentar e enriquecer esta publicação nos momentos em que, assim como eu, não tiveres nada para fazer!
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