quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Aqui me tens de regresso.

Andei sumida. Relapsa. Sem tempo. Enfim, andei ocupada! Mas como tudo que é bom dura pouco, minha vida agitada acabou, meu ócio voltou e meu tempo agora não anda - se arrasta.

Voltei a passar meu dia inteiro esperando algum e-mail novo chegar, pesquisando preços pela internet, inventando coisas bobas e redigindo meus textos. É claro, voltei a refletir também, principalmente sobre essa minha terrível falta do que fazer!

Esse retorno ao ócio, confesso, é um pouco depressivo. Fico pensando em tudo que não me faz bem porque, como diz o ditado, cabeça vazia é oficina de satanás. Me dá um certo desespero e minha vontade é largar tudo e correr para Salvador, onde eu acho que posso dar um "play" na minha vida (quando estou no Rio sinto que aperto o botão do "pause"!). Faço alguns cálculos para ver como viveria sem salário e, rapidamente, esqueço essa idéia de jogar tudo pro alto.

Começo, a partir daí, a ver como a gente se vende em troca de dinheiro. É quase uma prostituição. A gente deixa de viver perto de quem a gente ama, deixa várias coisas para trás, se arrisca, tudo em nome do dinheiro, da posição social, da realização do desejo de viajar, comprar um apartamento bom, um carro bacana. Será que vale a pena? Não era melhor viver humildemente, naquela vida agitada da agência bancária, sem tempo para ir ao banheiro, ganhando pouco? Minhas noites eram felizes, no fim de semana eu sempre tinha agenda cheia, amigos, namorado...

Realmente, o dinheiro não traz felicidade. O dinheiro permite que a gente tenha as coisas que são menos importantes em nossa vida. Porque o essencial não é visível aos olhos, não está ao alcance das mãos, não se coloca numa caixa nem se guarda para presente.

Mas o tempo não volta atrás e nossas escolhas estão aí para serem assumidas! Não temos como consertar, vamos adiante e tentemos o melhor! Olhemos para a frente! Cabeça erguida, fé em Deus e fé na vida!

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